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Surf para cachorro: Bono, o cão surfista!

27 jan
 

Qualquer surfista pode contar como é o prazer de pegar uma onda e, quem sabe, um emocionante tubo. Bem, há alguns adeptos do esporte que não sabem falar, mas só de olhar se percebe que curtem demais o surf! São os cães, que acompanharam o ser humano em incontáveis diferentes situações através da história, até chegar na prancha de surf. Eles surfam, sim, e já faz tempo…

Tanto que há campeonatos de surf para cães e seus donos!

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O mais conhecido é o de Huntington Beach, na Califórnia. O Surf City Surf Dog já é tradição local, uma competição e também um evento que arrecada fundos e conscientiza sobre causas relacionadas à bicharada, como doações e cuidados médicos.

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Lá, os cães surfam em diversas modalidades. Entre elas, a de surf em conjunto, onde dois cães podem usar a mesma prancha. Em 2013, o recorde de 17 cães surfando na mesma prancha foi alcançado. Não é incrível? Só com muita gente que ama bichos participando da aventura para conseguir isso!

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Na categoria Tanden, em que dono e cão surfam juntos, já tivemos, em 2014, a vitória de um brasileiro! Ops, dois! Ivan Moreira e seu labrador chocolate Bono. A dupla se deparou com 80 concorrentes, entre eles o buldogue Tilman, que era a grande estrela do surf canino nos Estados Unidos. Bono não só venceu na categoria como fez o maior sucesso com sua animação e alegria nas ondas, conquistando o título mundial. Depois foi só dar entrevistas para as TVs e virar destaque na capa do Los Angeles Times, maior jornal da Califórnia.

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A carreira de Bono como surfista teve início quando Ivan, personal trainer, começou a praticar stand-up paddle e Bono demostrou gostar da coisa, nadando atrás da prancha. Numa viagem à Praia do Rosa, em Santa Catarina, Ivan arriscou entrar na onda com Bono sobre a prancha. Foi um sucesso! A partir daí a diversão ficou seria. Quando sobe na prancha, Bono late de felicidade e abana o rabo sem parar. Entre um e outro caldo, ele aprendeu a manter o equilíbrio, e já surfa até sozinho, com a maior pose!

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Os planos para o futuro são ambiciosos. Ivan quer levar Bono para pegar a pororoca, onda mais longa do mundo, batendo o recorde de tempo de cão sobre prancha em uma onda. Há também o sonho de todo surfista, pegar um tubo perfeito na Indonésia. E não é que lá existe uma pororoca de onda “chocolate”, da mesma cor e nome do campeão de surf canino? É claro que Bono tem planos de ir para lá, levando junto seu inseparável humano parceiro, Ivan…

 
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No doce sabor do vento

04 dez
 

O vento está presente em toda a história da humanidade, apesar de poucas vezes ser citado como protagonista. Aqui e ali, soprou ideias aos inventores, semeou novos caminhos, moveu caravelas, alimentou incêndios, limpou o ar poluído, carregou balões… Também marcou presença em diversas histórias épicas que fazem parte do nosso imaginário. No cinema, é inevitável citar o drama romântico  “E o Vento Levou”. E, na literatura brasileira, a obra clássica de Érico Veríssimo “O Tempo e o Vento”.

VENTO-BALÃO

Como um motor oculto da vida cotidiana, o vento refresca ambientes, carrega poeira e permeia a sabedoria popular, em expressões e ditados repetidos “aos quatro ventos”. Mas sabemos tão pouco sobre ele!

Entre os ditados mais famosos, e com razão, está “quem semeia vento colhe tempestades”. A expressão tem pelo menos duas fontes memoráveis: a Bíblia (Provérbios) e a Odisseia, poema épico da Grécia antiga atribuído a Homero, com as aventuras de Ulisses.  O texto épico conta o retorno de Ulisses (ou Odisseu) a sua terra natal, Ítaca, depois da guerra de Tróia. E não são poucas aventuras. Depois de uma guerra de dez anos, ele leva mais dez para conseguir retornar a casa. No caminho encontra sereias, ciclopes e deuses. Entre eles o deus Eolo, senhor dos ventos, que dá de presente a Ulisses um saco de couro contendo todos os ventos, menos o vento oeste, deixado livre para conduzir a embarcação até Ítaca. No entanto, Ulisses é relapso com a segurança do presente e, justo quando Ítaca aparece no horizonte, seus marinheiros resolvem abrir o saco, soltando todos os ventos e provocando uma tempestade que leva a embarcação de volta à ilha onde mora Eolo, que se recusa a ajudá-lo novamente,  sentenciando: “quem semeia vento colhe tempestades!”

VENTO-MAR

Pedindo licença ao deus grego, precisamos lembrar que nem todos os ventos são prenúncio de tempestade. A palavra vento é um genérico que inclui ventos constantes, periódicos, locais, variáveis ou… destruidores. Na dúvida para saber a sua velocidade, é preciso usar um aparelho chamado anemômetro. Para descobrir a direção e o sentido, usa-se uma biruta ou anemoscópio.

VENTO-BIRUTA

O certo é que o pior resultado para Ulisses seria um tornado, que chega a 500 Km/h, costuma atingir as zonas temperadas do hemisfério norte e é uma versão concentrada de ciclone. Um ciclone com trajeto circular já é furacão, se surgir no mar do Caribe ou nos Estados Unidos. Porém, se o ciclone se formar na Ásia (Oceano Pacífico) torna-se um tufão. Na Austrália e demais países ao sul da Oceania, recebe o nome engraçado de Willy-Willy.

Já deu para perceber que o melhor é não pegar carona com Ulisses e não experimentar sequer um vendaval (ventos de até 150 Km/h), que ocorre geralmente de madrugada e pode durar cinco horas…

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Para aproveitar bem a praia, o aconselhável é desfrutar da brisa. Conforme as classificações, brisas são repetitivas – e muito agradáveis. Podem ser marítimas, que sopram do mar para o continente e refrescam o dia; ou terrestres, que vão da terra para o mar e acontecem à noite.

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Para a navegação e prática de esportes são recomendados ventos regulares e amenos (também indicados para empinar pipas), como os alísios, que sopram dos trópicos para o equador. São os ventos alísios que passam pelo Cumbuco com força total, pois não encontram nenhum obstáculo natural pelo caminho, e criam o ambiente ideal para a prática de kite e windsurf.

Esquecendo um pouco as nomenclaturas, o principal é deixar os cabelos ao vento. Esquecer os problemas em um animado passeio de buggy ou na aventura de um velejo.

Agora sabendo um pouco mais sobre o que pedir ao deus Eolo, vale desejar aos amigos, em caso de viagem, que bons ventos (alísios!) os levem.

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*Obs: clique aqui para saber maiores informações sobre as escalas de vento para a prática do kitesurf!

 

 
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Todo dia é dia de preservar a vida – o bom trabalho da Aquasis

23 nov
 

Alguns projetos trazem muitas esperanças e alegrias. São ações que se destacam na dedicação de ensinar às novas gerações que é preciso ampliar os esforços pela preservação da natureza.

No Ceará, uma das iniciativas que sinalizam para uma sociedade com maior consciência ecológica, é o Projeto Manati, da Aquasis (Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos), uma organização civil sem fins lucrativos. O projeto, patrocinado pela Petrobras, envolve o monitoramento de praias e atendimento a encalhes de mamíferos marinhos. A equipe percorre distintos trechos do litoral cearense a cada mês, cuidando do resgate de animais encalhados e executando campanhas de informação junto a comunidades costeiras, além de ministrar cursos de capacitação para colaboradores. A ampla divulgação dos telefones de contato é importante, e facilita que as comunidades envolvidas comuniquem os encalhes, cada vez mais frequentes.

GOLFINHO

O Monitoramento de Praias também faz parte de outro projeto, em parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que envolve as praias do litoral leste do Ceará ao litoral oeste do Rio Grande do Norte. No caso, a equipe da Aquasis percorre a cada 20 dias o trecho compreendido entre os municípios de Aquiraz e Aracati, no Ceará, para registrar a ocorrência de mamíferos (baleias, golfinhos, peixes-boi, etc), tartarugas, peixes e aves marinhas, e verificar uma possível correlação com a atividade que vem sendo desenvolvida na região. A Aquasis atua diretamente no resgate de mamíferos marinhos vivos e mortos e encaminha a ocorrência de encalhes de tartarugas e aves vivas para as equipes habilitadas.

O encalhe de filhotes de peixe-boi é preocupante, sendo considerado o principal fator de mortalidade da espécie, e acontece principalmente devido a destruição de estuários, que torna difícil para as fêmeas grávidas voltar aos rios depois de dar a luz em mar aberto. O filhote não consegue ficar junto da mãe e acaba encalhando. As embarcações motorizadas, principalmente as de pesca de arrasto de camarão também são apontadas como responsáveis por separar mães e filhotes ou capturá-los indevidamente.

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Como o número de peixes-boi na natureza é muito pequeno, é provável que a espécie desapareça do Brasil se os seus habitats não forem protegidos. No Ceará, o peixe-boi marinho ocorre apenas nos dois extremos do Estado: litoral extremo oeste, na divisa com o Estado do Piauí e no litoral leste, divisa com o Rio Grande do Norte.

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Todo ano, a Aquasis resgata uma média de três filhotes vivos. Quando não é possível juntar o filhote à sua mãe, ele é levado para o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos, no SESC Iparana, em Caucaia, no qual é minuciosamente examinado e recebe uma fórmula especial de leite que substitui o leite da mãe. Após o período de reabilitação, eles são devolvidos à natureza, em seu local de origem.

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Nos dias de diversão na praia, então, não esqueça: se for preciso, comunique o encalhe de um animal. Ligue para a AQUASIS (24 horas): (85)3113-2137, (85)9800-0109 ou 193 (CIOPS). Enquanto não chega ajuda, se o animal ainda estiver vivo, procure protegê-lo do sol, mantenha a sua pele úmida com a ajuda de panos umedecidos, se preciso, e afaste curiosos, que podem ser mais um fator de stress.

Agora você já sabe que pode ajudar a preservar os mamíferos marinhos (além de outras espécies), e se quiser contribuir com o Fundo Extinção Zero, clique aqui. A satisfação de ver os animais livres – e vivos – no mar vai ser, com certeza, uma das memórias mais lindas para sua família.

 

 
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A melhor terapia do mundo

25 set
 

Às vezes é difícil fazer as crianças saírem da água, elas desfrutam do mar em todo o seu potencial, e sentem diretamente os benefícios do banho de mar. Criança sabe das coisas!

O banho de mar tem propriedades curativas que mal podemos imaginar. E não é só por aliviar o stress. Ele tem efeito anti-inflamatório, bactericida, laxativo e desintoxicante. E ainda, sabe aquele soninho bom depois de uma tarde brincando na água!? Bem, parte dele é causada pelo magnésio, que faz do mar um relaxante muscular por excelência.

talassoterapia

O magnésio, por sua vez, não apenas relaxa os músculos, também ajuda a hidratar e melhorar a aparência da pele. Por isso, banhos de mar são altamente recomendáveis a quem sofre de pele seca e inflamações frequentes. O tratamento inclui uma esfoliação natural, com a eliminação de células mortas, e um efeito cicatrizante.

A parte da hidromassagem fica por conta das ondas, que ativam a circulação, melhoram a irrigação das células e estimulam a liberação de endorfina, além de ajudar a eliminar a gordura acumulada nos tecidos subcutâneos.

Como se isso não bastasse, o contraste térmico entre o calor do sol e o frio da água também ativam o aparelho circulatório – o calor dilata os vasos e o frio os contrai, facilitando o retorno do sangue das veias em direção ao coração.

talassoterapia

A cura através da água do mar tem nome, é a talassoterapia (talasso=mar, terapia=cura). E, antes mesmo de ser chamada assim, era praticada pelos chineses, que passaram na frente do mundo inteiro, há aproximadamente quatro mil anos antes de Cristo, quando retiravam das algas vermelhas substâncias com poderes curativos.  Depois disso, os antigos gregos e romanos descobriram o alto poder medicinal da água do mar. Até Platão teria sido tratado pelos sacerdotes egípcios com banhos quentes de água salgada.

Nos séculos XVII e XVIII surgiram, na Europa, os primeiros textos sobre o tema e os institutos de talassoterapia. O nome surgiu em meados do século XIX.

Os índios brasileiros conheciam esse potencial há tempos, é claro. Tanto que o banho de mar foi por muito tempo considerado, pela corte portuguesa no Brasil, “coisa de índios ou escravos” ou até um ato imoral. Essa ideia começou a mudar quando o Rei João VI teve de seguir recomendações médicas e banhar-se no mar para combater uma infecção na perna causada por um carrapato. Como ele tinha medo de caranguejos, usou um barril com o fundo tampado como “roupa de banho” (que mico!). Com o tempo, as roupas foram avançando…  Abaixo, no início do século XX, banhistas na Praia de Santos.

talassoterapia

Mas ainda bem que tudo isso é passado, as roupas diminuíram, ficaram  mais confortáveis e o banho de mar já virou até moda. Como terapia, devido a seu grande poder curativo, é indicado para pessoas que sofrem de artrite, bronquite, osteoporose, reumatismo, gota, nevralgia, asma, e outras doenças inflamatórias.

Quem tem problemas alérgicos, como rinite, costuma sentir-se melhor na praia, pois o iodo e o sódio do mar funcionam como um vaporizador. O iodo também é bom para o funcionamento da tireoide, que acelera o processo metabólico e favorece a redução de gordura.

O bem estar e a energia que sentimos com a imersão na água salgada são devidos aos sais minerais, absorvidos através da pele. Com tudo isso, não é de admirar que alguns digam que o mar faz bem não só ao corpo, mas ao espírito. E apenas sentar na praia para contemplar as ondas já faz, sim, um bem incrível!

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Imagine, então, entrar no mar do Cumbuco e – entre pular uma ou outra onda – ter esta visão! Este é o empreendimento Wai Wai Cumbuco EcoResidence. Um visual, à beira do mar, para deixar corpo, mente e alma lavada, você não acha?

Então, a gente encerra o post por aqui, deixando o convite para você vir desfrutar dos efeitos curativos do mar…

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Vem pro Cumbuco! E boa terapia!

 

 
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Gente que vive do amor pelo mar: uma inspiração para você!

20 ago
 

Para aproveitar a vida ao máximo, nada como a delícia de praticar um esporte com muito mar, ondas e, quem sabe, céu. O surf, o windsurf, a vela e o kite trazem grandes emoções e até quem está na praia aproveita para bater fotos especiais dos belos momentos em que homem e natureza se harmonizam.

Pôr do sol no Cumbuco

Pôr do sol no Cumbuco

Os esportes para os apaixonados pelas ondas são tão envolventes que levam a passeios pelo mundo, no embalo do vento. Foi o que aconteceu com André Penna, Cedric Schmidt e Carla Lima, que completaram há poucos dias um downwind de kite de mil quilômetros na África, de Moçambique a Zanzibar. Quer saber mais sobre a viagem inusitada? O canal Off vai ter um programa especial sobre ela, “De Vento em Popa”, com imagens capturadas por Rafael Syd.

E há ainda mais histórias por trás das câmeras, de quem vive apaixonado pelo mar. Rafael Syd é um gaúcho que, abastecido com o amor pelo surf,  hoje viaja o mundo inteiro entre ondas e aventuras, pescando belas imagens por aí, sempre com muita água salgada. Antes do “De Vento em Popa”, foi  responsável por “Homem Peixe”, primeira e segunda temporadas e “Custo Zero” (todos produzidos para o canal Off).

Rafael Syd em Teahupoo, no Tahiti, onde estão algumas das ondas mais perigosas do mundo (by Brian Bielmann)

Rafael Syd em Teahupoo, no Tahiti, onde estão algumas das ondas mais perigosas do mundo (by Brian Bielmann)

Rafael tem na bagagem a experiência de trabalhos para grandes marcas, com muitas filmagens aquáticas e produções de vídeos de surf. Já viajou por todo o Brasil e pelo mundo, passando por Noronha, Califórnia, Hawaii,  África…  Nestes últimos dias, emendou o trabalho para o “De Vento em Popa” com o “Surf na África Negra”.

Rafael Syd no trajeto pela África

Rafael Syd no trajeto pela África

Acompanhe aqui algumas fotos da equipe na produção da série.

Depois de pegar aquele calorzinho gostoso no lado leste da África, ele está agora no lado oeste, onde o amor pelo surf é colocado à prova com uma água bem gelada. Mas não tem nada não, o pessoal  não se intimida e surfa mesmo que debaixo de um fog nada londrino. A série vai ter 13 episódios e o trajeto a ser percorrido dessa vez é Namíbia, Gambia, Senegal e Cabo Verde.

Uma prévia de “Surf na África Negra” (by Rafael Papa)

Uma prévia de “Surf na África Negra” (by Rafael Papa)

Claro que, com toda essa inspiração dos programas do Canal Off, você vai se animar para começar logo as próprias aventuras! No Cumbuco tem um mar quentinho e boas pousadas para hospedar sua família e amigos, há escolas com instrutores capacitados, estrutura perfeita para os novos esportes em um horizonte de beleza impressionante. Como se não bastasse tudo isso, o  vento está de volta com força total…

O vento traz alegria para os kitesurfistas, enchendo de cores a praia do Cumbuco

O vento traz alegria para os kitesurfistas, enchendo de cores a praia do Cumbuco

E aqui vai um vídeo de downwind de kitesurf no Cumbuco, para inspirar mais ainda e dar uma ideia do que aguarda você tão pertinho, a apenas 30 minutos de Fortaleza…

 
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